Atendimento N1handoff · v13
Gente Serviços · Assistência 24h

Atendimento N1 · handoff

O fluxo de abertura de assistência do atendente de nível 1, o que cada tela decide, o que trava, e o que ainda não foi decidido. Escrito para a operação, o desenvolvimento, o comercial e o QA lerem o mesmo documento.

Product Design: Fernanda Martins · protótipo v12 · setembro de 2026

Por onde começar

O documento é um só e foi escrito para operação, desenvolvimento, comercial e QA lerem inteiro — as regras se explicam umas às outras. Estes são os quatro caminhos mais usados.

1O que é isto

O N1 é o primeiro atendimento da assistência 24h. Alguém liga com o carro parado e uma pessoa do outro lado da linha tem que descobrir quem é, se tem cobertura, o que aconteceu e o que vai ser acionado — enquanto o cliente espera.

Este protótipo é o desenho dessa tela. Ele é navegável e funciona: dá para buscar uma placa, montar um serviço, receber uma crítica da apólice e abrir o atendimento até o fim. Os dados são de mentira, as regras não.

O que está aqui foi construído em cinco rodadas com a operação, entre agosto e setembro. Cada versão derrubou alguma coisa da anterior. O que sobrou é o que passou por quem atende.

As três palavras, e por que elas importam

Até 18 de setembro este projeto se chamava Acionamentos N1. Estava errado, e o Anderson corrigiu na reunião: acionamento é outra fase. As três não são sinônimos — são três células, três filas e três times.

FaseCélulaO que acontece
AtendimentoN1A pessoa liga. Descobrir quem é, se tem cobertura, o que aconteceu e o que vai ser feito. É esta tela.
AcionamentoN2O atendimento já está pronto. Agora é achar o prestador — guincheiro, chaveiro, taxista — e acionar.
AcompanhamentoN3O prestador está a caminho. Chega no prazo? Quebrou no meio? É aqui que se acompanha.
ImportanteO nome do arquivo, o título das telas e o texto da regra foram trocados para Atendimento. Se você tinha a versão anterior, é o mesmo fluxo com o nome certo — nada de regra mudou nessa troca.
O que isto não é
  • Não é o N2. O acionamento eletrônico — escolher prestador, geolocalização, rating — é outro fluxo e ainda não começou.
  • Não é o painel de controle do gestor. O kanban de filas críticas que o Anderson mostrou é outra tela, para outra pessoa. Está descrito na seção 13.
  • Não é o faturamento. Como a assistência vira cobrança é assunto da Elaine e da Sabrina, e está em aberto.
NotaSe você tem trinta minutos, abra o protótipo e percorra um atendimento inteiro antes de ler o resto. O texto faz muito mais sentido depois.

2O princípio que organiza tudo

Quase toda decisão deste projeto saiu da mesma frase, dita pelo Anderson na reunião de 11 de setembro:

O analista não decide, ele só consome. Se ele tiver que tomar alguma decisão, é porque está fora daquilo que o cliente sinalizou — e aí vai ser pendenciado para o cliente decidir.

Isso vira regra de tela: tudo que o sistema já sabe, o sistema responde. O atendente não classifica o que a base já classificou, não calcula o que dá para calcular, não escolhe para quem mandar um pedido que tem fila própria.

Quando a gente revisou o fluxo procurando o que estava errado, quatro dos cinco problemas tinham a mesma forma: uma decisão que o sistema já sabia tomar estava sendo cobrada do atendente, no meio da ligação, com o cliente esperando.

A segunda regra

A outra frase que organiza o desenho também é do Anderson, e é sobre expectativa:

Se eu desço para preencher, eu gero uma expectativa nele.

Quem responde meia dúzia de perguntas sobre para onde quer o guincho entende que o guincho vai sair. Por isso o atendimento para no momento em que aparece um impedimento, em vez de continuar coletando dados de um serviço que talvez não aconteça.

3O fluxo em cinco etapas

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Cada etapa responde uma pergunta. Ela só abre quando a anterior está resolvida — o atendente vê o que precisa agora, não o formulário inteiro.

EtapaA perguntaFecha quando
1 · Dados do clienteCom quem eu estou falando?Canal, nome e telefone com 10 dígitos
2 · Veículo e apóliceQual é o item e o que o contrato cobre?Item identificado e crítica da apólice decidida
3 · O que aconteceuQual é a ocorrência?Motivo marcado, relato escrito e quem está no local
4 · Serviços do atendimentoO que vai ser acionado e para onde?Imagem pedida, serviços montados e conferidos
5 · Revisão e aberturaEstá tudo certo?O protocolo é gerado na abertura
Etapa 1. O CPF é informativo e não trava: ele ajuda na conferência e o atendimento segue sem ele.
ImportanteA ordem das etapas é a ordem da conversa, não a ordem do banco de dados. Quem liga diz o nome antes da placa, e conta o que aconteceu antes de saber que precisa de guincho.
A barra de baixo

Em qualquer momento a barra inferior diz o que falta e leva ao campo. Ela nomeia o primeiro item pendente com a mesma palavra que está na tela — se o formulário pergunta "o que aconteceu com o veículo", a barra cobra isso, não "tipo de pane".

4A etapa 2, onde o atendimento decide

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É a etapa mais densa e a que mais mudou. Três coisas acontecem aqui: achar o item, ler a cobertura para o cliente, e lidar com o que a base critica.

Escolher é confirmar

Não existe botão de confirmar vínculo. O vínculo é derivado: existe quando há cliente, contrato, item e — nos contratos que pedem — um veículo cadastrado por inteiro. Se qualquer um cair, ele se desfaz sozinho.

Situação da buscaO que confirma o vínculo
Um resultado sóA própria busca. Não há o que desambiguar
Vários resultadosO clique na linha. Escolher o item é confirmar
Contrato com frotaO clique no veículo, depois do filtro por placa
Item que pede veículoO formulário, quando tipo, marca, modelo, ano e placa estiverem válidos
Abertura avulsaAí sim há um botão — não há item para escolher, há um formulário a terminar
De onde veioHavia um botão "confirmar vínculo e ver coberturas" que não gravava nada: o contrato e o item já vinham do clique anterior. Ele só atrasava a crítica da apólice, que é justamente o que o atendente precisa ver antes de prometer qualquer coisa.
O card do item: placa, veículo, segurado e vigência. É o que se lê em voz alta para o cliente confirmar.
O que este veículo tem direito

Assim que o item é encontrado, o card mostra todos os serviços do contrato, com o que resta de cada um. Os que resolvem a ocorrência já marcada vêm primeiro.

Isto é a conferência: a leitura de uma vez, com o cliente na linha. É diferente da consulta, que acontece quando a pergunta volta no meio da conversa e mora atrás do botão Apólice e coberturas, presente em todas as etapas.

Aberto pelo link "ver valores e o que cada um cobre": o que o serviço cobre, o disponível, o limite e o histórico. Abre no lugar, sem camada por cima.
ImportanteO saldo é sempre escrito como "restam N de M", com a palavra. Quando acaba, a palavra é "esgotado" — nunca um número. Isso existe porque havia dois formatos idênticos com sentidos opostos: "3 de 12" significava três gastos num lugar e três restantes em outro. O pior caso era "Carga de bateria 0 de 2", que queria dizer cobertura intacta e lia como esgotada.

5As críticas da apólice

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Quando a base devolve o item, devolve junto a situação do contrato. Se alguma coisa impede o atendimento, o sistema levanta uma crítica e o atendimento para ali.

CríticaQuando aparece
Pagamento em atrasoA cobertura está suspensa por falta de pagamento
Contrato fora da vigênciaA apólice venceu ou ainda não começou a valer
Limite de utilizações esgotadoTodos os serviços contratados já foram usados no período

As três são a mesma coisa do ponto de vista do fluxo. Não existe uma lista de saídas diferentes para cada uma: o sistema avisa, o operador avalia, e ele decide entre dois caminhos.

A crítica, o que dizer ao cliente e os dois caminhos. Enquanto a decisão não sai, as etapas 3, 4 e 5 não abrem.
O que o N1 vê e o que o N1 diz

A crítica tem duas frases, diferentes de propósito. O detalhe é o motivo verdadeiro e fica na tela, para o operador decidir o caminho. O script é a única frase que pode sair pela boca.

CríticaO que aparece para o N1O que o N1 diz ao cliente
Pagamento em atraso2 parcelas em aberto desde 10/06/2026 · R$ 348,60"O senhor está sem liberação no sistema. Vou verificar com a área técnica e retorno."
Fora da vigênciaA vigência do contrato, por extenso"Não localizei cobertura vigente para esta placa. Vou verificar e retorno."
Limite esgotadoQuais serviços acabaram"O senhor tinha duas utilizações e já usou as duas. Posso ver uma liberação, ou prefere contratar avulso?"
ImportanteInadimplência nunca é dita ao cliente, em nenhuma palavra. A ligação é gravada, e um cliente que pagou e não teve o pagamento processado tem a gravação de alguém da empresa afirmando que ele está devendo. Se ele insistir, oriente a procurar o corretor. Utilização esgotada pode ser dita — o histórico de uso é informação dele.
De onde veioPor isso o rótulo "Inadimplente" saiu também da ficha do cliente, onde aparecia à vista. Lida na tela no meio da ligação, a palavra sai pela boca junto com o resto da frase.

6Seguir: a pausa e a liberação comercial

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O primeiro dos dois caminhos. A assistência é criada com número, fica pausada e entra na fila de liberação comercial. Nada mais é coletado até a resposta.

O que o N1 faz
Três passos, e só
1
Escolher o motivo numa lista fechada. Quando a crítica veio da base, ele já vem marcado.
2
Escrever o que contar para quem vai decidir. É esse texto que a pessoa do comercial vai ler.
3
Clicar em pausar e mandar para a fila.

Ele não escolhe quem decide, não encaminha o pedido e não espera a resposta com o cliente na linha.

Motivo da liberaçãoQuando usar
Limite de utilizações esgotadoContrato privado, utilizações acabadas
Contrato fora da vigênciaA apólice venceu ou ainda não começou a valer
Pagamento em atrasoCobertura suspensa por falta de pagamento
Fora do que a condição geral cobreO caso agrava o risco — o carro atolado na areia da praia
Órgão público — fora do editalO edital do município não prevê, ou não diz, o que está sendo pedido
Outro motivoCombinar com a coordenação o que dizer antes de falar
O atendimento pausado: o número para dar ao cliente, o que foi pedido, a frase que pode ser repetida — e nenhum campo para preencher.
De quem é essa fila

Decidido em 18/09, pelo Anderson: a fila de liberação é do gestor, não do analista. Ela não aparece no painel de quem atende.

Isso quem vai estar olhando é o gestor. Isso tem que estar na fila do gestor. É o gestor que vai ter que fazer a gestão do que trava.

Isso derrubou um card do painel do N1 — o "Aguardando liberação comercial" existia ali e saiu. Não é informação do analista: ele não vai atuar nela, e o que ele não vai atuar só ocupa espaço e produz ansiedade.

A resposta

Quem monitora a fila abre o caso, lê o pedido, liga para quem decide, anexa a evidência e escreve o parecer.

ImportanteA evidência é obrigatória. Sem arquivo anexado e sem parecer escrito, o botão de liberar não funciona. Uma liberação sem prova não é uma liberação: é alguém dizendo que alguém autorizou.
Liberação aprovada?
Sim
O atendimento despausa e segue exatamente de onde parou. A etapa 3 abre e a coleta continua. O registro viaja junto até a revisão, com quem liberou, o parecer e a evidência.
Não
O atendimento não segue pela apólice. Resta cancelar a assistência com o motivo liberação comercial negada.
Quem retoma não é necessariamente quem pausou

A liberação pode voltar horas depois. Se o analista que pausou já saiu do turno, o atendimento vai para a fila e é atribuído a quem estiver disponível. Por isso tudo o que foi coletado até a pausa fica gravado no caso, e não na cabeça de quem atendeu: quem retoma precisa entender o atendimento sem ter participado dele.

Se não for o horário dele, ele já saiu. Vai ter que ter outro analista que vai assumir a assistência.
NotaCalibração do Anderson, na mesma reunião: caso que precisa de aprovação é cerca de 1,5% do volume. Quase tudo entra e sai na esteira da operação — ou nega, ou libera. Este caminho é a exceção que não pode sumir, não o caminho principal.
De onde veioAté a v7 a liberação era um campo no meio do caminho: o N1 marcava "precisa de aval", escrevia o motivo e seguia coletando a assistência inteira. Só na gravação ela nascia com o status de espera. A operação derrubou isso em 11/09.

7Negar: o cancelamento com motivo

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O segundo caminho. Negar não é sair da tela nem fechar o navegador: a assistência é cancelada, com motivo escolhido numa lista fechada e o registro do que foi dito ao cliente.

Motivo do cancelamentoQuando usar
Apólice sem cobertura para o casoA base não autoriza e o cliente não quis o serviço avulso
Limite de utilizações esgotadoO contrato acabou e o cliente recusou contratar por fora
Cliente vai contratar o serviço avulsoSai da apólice e entra como venda avulsa, com atendimento próprio
Cliente desistiu do atendimentoResolveu por conta ou não quis seguir
Seguro é de outra seguradoraOrientado a procurar quem cobre o veículo
Liberação comercial negadaO caso foi avaliado e o aval não veio
Outro motivoDescrever o que aconteceu

A lista é fechada pelo mesmo motivo da lista de liberação: para a operação conseguir contar. Cancelamento escrito à mão vira "cliente desistiu" em quase todos os casos, e some o dado de quantas apólices vencidas chegam por mês.

A assistência cancelada, com o motivo e o registro. Dá para desfazer enquanto o atendente estiver na tela.
De onde veioEstas duas saídas substituem as três que existiam antes — escalar para a alçada, oferecer pelo Gente Resolve, registrar a recusa. "Escalar para a alçada" era o problema: não tinha dono nem fila, e o caso sumia.

8A ocorrência e a imagem

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Cinco motivos, numa pergunta só: pane mecânica, pane elétrica, acidente, colisão e pane seca. Eram quinze chips em duas fileiras; a operação cortou para estes.

Quando a foto é obrigatória
OcorrênciaImagemO que pedir
ColisãoObrigatóriaDano principal, placa do veículo, local da ocorrência
AcidenteObrigatóriaDano principal, placa do veículo, local da ocorrência
Pane mecânicaOpcionalPainel ou motor
Pane elétricaOpcionalPainel ou bateria
Pane secaNão pede—
ImportanteO que trava a etapa é o pedido ter saído — o link no WhatsApp do cliente —, não a imagem ter chegado. Segurar o atendimento esperando uma foto é segurar por algo que não está na mão de ninguém dentro da empresa. As imagens entram no acionamento quando o cliente mandar, mesmo depois de aberto.
A etiqueta de obrigatório só aparece quando é obrigatório. A ausência de etiqueta é mais legível que a etiqueta oposta.
A urgência

Seis classificações: criança, idoso, condição especial, veículo em risco, risco agravado e geral. O sistema lê o relato e sugere — se o texto diz "tem uma criança no carro", ele sugere criança.

ImportanteA sugestão vira pendência até o atendente confirmar ou escolher outra. Antes ela aparecia na tela e o campo em branco valia "geral": um caso com criança entrava na fila comum sem ninguém ter decidido nada. Sugerir e não cobrar é pior que não sugerir, porque cria a impressão de que o sistema cuidou disso.

9Os serviços

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A etapa abre com os serviços que o motivo recomenda, cruzados com as coberturas da apólice. O catálogo completo fica atrás de um link.

A forma de atendimento não é escolhida

O sistema decide a partir da cobertura, do saldo, do limite e do modelo de cobrança, e apresenta o resultado com a explicação. O atendente lê, não escolhe.

FormaQuando o sistema aplica
Coberto pela apóliceHá cobertura contratada e saldo
Coberto até o limite, com excedenteHá cobertura, mas a rota passa do limite de quilometragem
Aguardando autorizaçãoNão há cobertura disponível — o caso vai para autorização da área
Atendimento particularSem cobertura nesta apólice; o cliente paga
Faturar ao contratoAbertura avulsa — conciliação posterior
Pré-pagoCarteira pré-paga; segue direto para o N2 acionar
O excedente de quilometragem

Quando a rota passa do limite, a tela mostra a conta: os quilômetros da rota, os que a apólice cobre e a diferença.

ImportanteO N1 não calcula o valor e não negocia quilometragem. Ele avisa que haverá cobrança e registra a ciência do cliente. O cálculo e a cobrança são do N2, com a rota real do prestador. Sem a ciência registrada, o serviço não é conferido.
A conta escrita: a rota, o que a apólice cobre e o que sobra para o cliente.
Endereço

Um campo só. O atendente cola o que o cliente mandou — endereço escrito, a coordenada do WhatsApp ou um Plus Code — e o sistema entende sozinho qual é. Pedir para ele escolher o formato antes era trabalho à toa.

Contato no local

Quem está com o veículo pode não ser quem ligou. A resposta é dada uma vez, na etapa 3, e todos os serviços herdam. O card mostra quem o prestador vai procurar e oferece o escape para quando, naquele serviço, for outra pessoa.

10A revisão e as três saídas

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A revisão é a ordem: tudo que foi registrado, na sequência em que foi montado, em blocos numerados. O número serve para apontar — dá para dizer "olha o bloco 3" numa call sem descrever a posição na tela.

A revisão em blocos. Bloco sem conteúdo não é renderizado, e a numeração conta o que está na tela.
ImportanteUm atendimento sem exceções não mostra o bloco "o que sai da regra" — e a ausência dele é a informação.
As três saídas
SaídaO que acontece
AssistênciaVai para a fila do N2 para acionar o prestador. É o caminho normal, e também o de quem ainda espera foto — nesse caso o status muda sozinho
Registro de atendimentoGrava sem acionar prestador. Não vai para o despacho
Solicitação de reembolsoO cliente já pagou e quer o dinheiro de volta. Fluxo próprio

A saída Assistência não fica desabilitada por pendência externa. O atendente sempre segue o mesmo caminho; quem calcula o status é o sistema, e a tela avisa antes do clique com que status a assistência vai nascer.

O rastro de decisão

Cada nó do caminho fica gravado: o que foi perguntado, o que havia como opção, o que foi respondido, quem respondeu, a que horas e o que aquilo causou. Regravar o mesmo nó não cria outro — atualiza e conta a mudança.

Isso serve para o N2 que pega o caso e para quem auditar seis meses depois. A pergunta nunca é "o que foi preenchido", é "quem decidiu isso, e o sistema tinha sugerido outra coisa?"

11Os vinte cenários

Vinte situações que abrem por link direto, cada uma num estado específico. É por aqui que se testa sem refazer o atendimento inteiro — e é por aqui que se discute um caso numa reunião sem descrever a tela em palavras.

Eles existem porque o trabalho vive nos casos que ninguém mapeou. A tela feliz é fácil; o que decide o desenho é o item que está em dois contratos e a frota de cinquenta veículos.

Busca e vínculo9 cenários
O que trava7 cenários
Como o atendimento fecha4 cenários
NotaCada cartão abre o protótipo já no estado descrito. O índice separado continua existindo em cenarios.html, para quem preferir circular só a lista.

12O que ainda não foi decidido

Isto não é uma lista de melhorias. São decisões que não são de design e que alguém precisa tomar antes ou durante o desenvolvimento. Cada uma tem a pergunta exata e de quem é a decisão.

A lista existe para o que não foi decidido não virar culpa de ninguém depois. Quando o desenvolvimento esbarrar num destes pontos, a resposta é "está aqui, esperando negócio decidir" — não "o design não pensou nisso".

Fica uma lista de to-do aí pra gente ir validando. Até para a gente não esquecer as coisas que precisa validar, porque depois passa para o N2, esqueceu um monte de coisa no N1 e ninguém anotou.
NotaQuando uma resposta chegar, me avise: eu removo o item daqui e a regra entra no protótipo e no Word na mesma rodada. A lista só serve enquanto encolhe.
Respondido em 18/09
  • Onde vive a fila de liberação. É do gestor, não do analista — o Anderson fechou na reunião. Já aplicado: o card saiu do painel do N1 e a seção 6 descreve a fila do gestor. O que continua aberto é a tela dessa fila, que virou escopo próprio (seção 13).
  • Quanto disso acontece. Cerca de 1,5% dos casos precisam de aprovação. Não muda a regra, muda a prioridade: o caminho crítico precisa existir e não precisa ser otimizado.
Ainda esperando decisão
Quem tem alçada para liberarComercial · Marcelo e Sabrina

Quem pode autorizar uma liberação comercial, por tipo de motivo e por cliente? Hoje o protótipo grava "Coordenação" porque a lista real não existe.

Sem isso, a fila de liberação não sabe para quem encaminhar.

Quem é o gestor que olha a fila, na práticaOperação · Anderson e Lais

Ficou decidido que a fila de liberação é do gestor. Quem é: o sênior da célula do N1, a coordenação, ou os dois com visões diferentes? E de quem é a fila fora do horário comercial?

A assistência é 24h e a decisão comercial não é. Sem isso, o pausado da madrugada não tem dono.

O que o analista enxerga além do que é deleOperação · Anderson e Lais

A Lais levantou: para atender uma ligação de retorno, o analista precisa consultar assistências que não são dele. O Anderson respondeu que ver tudo confunde. A saída discutida foi separar a produtividade dele da consulta ao sistema — falta desenhar.

Define o que entra no painel do analista e o que fica só na busca.

Base de conhecimentoRanieli, Anderson e Eduardo

Condições gerais e editais. Sem isso, os motivos "fora da condição geral" e "fora do edital" dependem da memória do atendente e de um telefonema para o Carlinhos ou a Deise.

Ficou fora da V1. O Eduardo apontou o caminho: o checklist da licitação já tem o edital estruturado no sistema — falta a seguradora mandar acoplado à apólice.

Faturamento da assistência avulsaElaine e Sabrina

O rateio da seguradora exige número de sinistro. Sem apólice não há sinistro. Como a avulsa é faturada?

Hoje sai como pagamento administrativo, "o que não deveria acontecer". Reunião separada.

Obrigatoriedade dos campos do checklistOperação · Anderson e Lais

Quais perguntas do checklist de cada serviço são obrigatórias? O Anderson levantou o risco do analista pular tudo para bater SLA.

Define o que trava a conferência do serviço.

As palavras que disparam cada urgênciaOperação · Lais

"Criança", "idoso", "rodovia". A lista veio do meu entendimento, não da operação.

É o tipo de coisa que só quem atende sabe. Precisa de validação antes de subir.

Inadimplência: a base manda ou não manda?Ranieli e Anderson

O Anderson acha que o item nem deveria vir. A Ranieli quer que venha, para o N1 não abrir avulsa à toa. Ficou "vem, com script diferente" — falta fechar.

Muda o que a integração entrega.

13O que vem depois

A reunião de 18/09 abriu duas telas novas e um mecanismo. Nenhum dos três está desenhado — estão aqui para ficarem registrados enquanto ainda são fáceis de mudar, e para ninguém confundir com o que já está de pé.

ImportanteNada nesta seção existe no protótipo. Se você está testando, pule para a seção 14.
1. O cockpit do analista

O painel de quem atende, vinculado ao login. Não é a fila de entrada que já existe: é o que o analista precisa saber sobre o próprio dia enquanto trabalha.

  • O dia dele. Quantos atendimentos abriu hoje, se está dentro ou fora da meta diária, e o que a monitoria já apontou.
  • Só o que é dele. O que ele não vai atuar não entra — foi por isso que a liberação comercial saiu daqui.
  • O que ele não conseguiu fechar sai da mão dele. Vai para a fila de quem faz gestão: o sênior da célula ou a coordenação.
Eu estou fazendo um cockpit do analista. Ele está trabalhando e tendo uma informação dele, vinculada ao login dele, com os dados que ele precisa olhar. Tudo o que ele não conseguiu fazer vai para uma outra fila que alguém vai fazer gestão.

Aberto aqui: a Lais lembrou que ele precisa consultar assistências que não são dele para atender uma ligação de retorno. Isso está na lista da seção 12, porque decide o que é painel e o que é busca.

2. O painel de controle da gestão

O kanban que o Anderson mostrou não é a tela do N2 — foi a primeira coisa que ele corrigiu. É um painel de controle que consolida as filas críticas das três células e mostra onde a operação está travando.

O que o painel mostraExemplo
Fila travada no N1Não avançou o atendimento — aguardando liberação comercial, aguardando foto
Fila travada no N2O prestador não foi, tem excedente esperando resposta
Fila travada no N3O guincho quebrou no caminho, o agendamento precisa de interação

Quem olha: o sênior de cada célula vê as pendências da célula dele; a coordenação vê tudo e remaneja gente entre células quando uma fila sobe. A operação tem cerca de 20 pessoas em 3 células, com um sênior na ponta de cada uma.

Como o card comunica
  • A cor é o prazo. Verde dentro do SLA, laranja para estourar, vermelho estourou ou é crítico. A cor do card inteiro, para ler de longe.
  • O ícone é o motivo. Aguardando foto, aguardando liberação comercial, aguardando prestador. Motivo e urgência são duas perguntas diferentes e não podem dividir o mesmo canal.

Essa separação não é preciosismo: o painel vai para as TVs da operação. Se cor e motivo estiverem misturados, de longe não se lê nem um nem outro.

A ideia é pegar isso e colocar nas TVs aqui na operação. Bato o olho na TV, sei que tem cards vencendo, e a gente consegue atuar mais rápido.
NotaAqui vale a mesma regra de cor do protótipo, na seção 15: vermelho é o que impede, laranja é atenção. O painel herda o sistema visual, não inventa outro.
3. A distribuição automática do N1 para o N2

Hoje o analista do N2 escolhe a assistência que vai pegar. O Anderson quer o contrário: o que o N1 abre cai num balde e um distribuidor entrega para quem está logado na célula.

Ele não vai poder ir lá e buscar igual a gente faz hoje, pega um, pega outro, não. Vai ter que ter um distribuidor que vai jogando conforme vai entrando.
  • Status de disponibilidade. Para distribuir é preciso saber quem está livre: em atendimento e disponível precisam ser visíveis, no analista e para quem atribui.
  • Quem volta não é quem saiu. Atendimento que foi e voltou não retorna para o mesmo analista — vale para a liberação comercial e vale aqui.

O motor é do desenvolvimento. O que é meu: a tela precisa deixar claro que a assistência chegou para o analista, e não que ele a escolheu. São duas sensações diferentes de trabalho e o desenho muda.

O que acontece agora
  • Teste de usabilidade do N1, com a Lais reservando operadores e eu observando sem conduzir — para ver onde clicam primeiro.
  • Listagem de scripts, o que o atendente diz em cada situação.
  • Layout do N2, aproveitando o padrão de cards que já existe no sistema.

14Como testar

O protótipo é um arquivo HTML só, sem servidor. Abre no navegador e funciona offline — os ícones caem para um desenho local quando não há internet.

Os caminhos que precisam passar
CaminhoO que conferir
Atendimento comumBusca, vínculo automático, ocorrência, um serviço, revisão e abertura
Crítica → pausa → retomadaA etapa 3 não abre pausado. Liberar sem evidência não funciona. Depois de liberar, retoma de onde parou
Crítica → cancelamentoMotivo da lista, registro obrigatório, e dá para desfazer
Foto obrigatóriaColisão trava até o link sair. A imagem chegando depois não impede a abertura
ExcedenteA conta aparece e o serviço não é conferido sem a ciência registrada
Urgência sugeridaO relato com "criança" sugere, e a sugestão vira pendência até alguém confirmar
FrotaCinquenta veículos, filtro por placa, paginação
AvulsaPlaca fora da base abre o formulário e o botão de confirmar existe ali
NotaO protótipo tem uma gaveta de casos de teste com as placas e documentos que produzem cada situação. Ela fica fora do fluxo, no cabeçalho.
Verificação automática

Cada regra deste documento tem um teste que clica a tela de verdade — não chama a função por dentro. Um teste que chama a função direto passa mesmo depois que o botão sumiu da tela.

O que é conferidoChecagens
O protótipo, em cinco arquivos212
Os vinte cenários, abrindo no estado que prometem101
Cada afirmação deste documento, contra a tela do protótipo101
Este documento, clicado — links, busca, prints, acessibilidade89
A pasta publicada, servida e clicada link a link44
NotaA terceira linha é a incomum: o documento é lido como texto e cada número e cada nome que ele cita é conferido contra o protótipo rodando. Se aqui estiver escrito «sete motivos» e a tela tiver seis, o teste quebra — e quem quebrou foi o documento, não a tela.

15O sistema visual

Nada aqui é biblioteca nova. A tipografia é a Ubuntu da marca, os ícones são os do arquivo de iconografia do sistema, e as cores saem dos tokens que já existiam.

As três cores que significam alguma coisa
CorO que ela quer dizer
AzulA ação principal e o que está selecionado
VermelhoA crítica — o que impede o atendimento de seguir. Só isso
LaranjaAtenção: VIP, prazo apertado, o que falta preencher
VerdeConcluído e conferido
ImportanteO VIP era vermelho e virou laranja. Dividir a mesma cor entre "preste atenção" e "isto está bloqueado" esvazia as duas, e a que perde é a que precisa parar a ligação. Um cliente VIP é uma atenção, não um problema.
NotaO styleguide completo — tokens, escala tipográfica, espaçamento, e cada componente renderizado a partir do código do próprio protótipo — está em styleguide.html.

16O que vai junto

Como devolver comentário

O documento de regra de negócio é o lugar. Ele está em Word de propósito: dá para comentar no parágrafo e devolver. O que eu preciso é o formato que o Anderson propôs na reunião — "se chegar nesse cenário, o que a operação vai fazer" — caso a caso.

Se a dúvida for de tela e não de regra, o protótipo é melhor: abra o cenário e me diga o que está errado nele.