1O que é isto
O N1 é o primeiro atendimento da assistência 24h. Alguém liga com o carro parado e uma pessoa do outro lado da linha tem que descobrir quem é, se tem cobertura, o que aconteceu e o que vai ser acionado — enquanto o cliente espera.
Este protótipo é o desenho dessa tela. Ele é navegável e funciona: dá para buscar uma placa, montar um serviço, receber uma crítica da apólice e abrir o atendimento até o fim. Os dados são de mentira, as regras não.
O que está aqui foi construído em cinco rodadas com a operação, entre agosto e setembro. Cada versão derrubou alguma coisa da anterior. O que sobrou é o que passou por quem atende.
Até 18 de setembro este projeto se chamava Acionamentos N1. Estava errado, e o Anderson corrigiu na reunião: acionamento é outra fase. As três não são sinônimos — são três células, três filas e três times.
| Fase | Célula | O que acontece |
|---|---|---|
| Atendimento | N1 | A pessoa liga. Descobrir quem é, se tem cobertura, o que aconteceu e o que vai ser feito. É esta tela. |
| Acionamento | N2 | O atendimento já está pronto. Agora é achar o prestador — guincheiro, chaveiro, taxista — e acionar. |
| Acompanhamento | N3 | O prestador está a caminho. Chega no prazo? Quebrou no meio? É aqui que se acompanha. |
- Não é o N2. O acionamento eletrônico — escolher prestador, geolocalização, rating — é outro fluxo e ainda não começou.
- Não é o painel de controle do gestor. O kanban de filas críticas que o Anderson mostrou é outra tela, para outra pessoa. Está descrito na seção 13.
- Não é o faturamento. Como a assistência vira cobrança é assunto da Elaine e da Sabrina, e está em aberto.
2O princípio que organiza tudo
Quase toda decisão deste projeto saiu da mesma frase, dita pelo Anderson na reunião de 11 de setembro:
O analista não decide, ele só consome. Se ele tiver que tomar alguma decisão, é porque está fora daquilo que o cliente sinalizou — e aí vai ser pendenciado para o cliente decidir.
Isso vira regra de tela: tudo que o sistema já sabe, o sistema responde. O atendente não classifica o que a base já classificou, não calcula o que dá para calcular, não escolhe para quem mandar um pedido que tem fila própria.
Quando a gente revisou o fluxo procurando o que estava errado, quatro dos cinco problemas tinham a mesma forma: uma decisão que o sistema já sabia tomar estava sendo cobrada do atendente, no meio da ligação, com o cliente esperando.
A outra frase que organiza o desenho também é do Anderson, e é sobre expectativa:
Se eu desço para preencher, eu gero uma expectativa nele.
Quem responde meia dúzia de perguntas sobre para onde quer o guincho entende que o guincho vai sair. Por isso o atendimento para no momento em que aparece um impedimento, em vez de continuar coletando dados de um serviço que talvez não aconteça.
3O fluxo em cinco etapas
Ver no protótipoCada etapa responde uma pergunta. Ela só abre quando a anterior está resolvida — o atendente vê o que precisa agora, não o formulário inteiro.
| Etapa | A pergunta | Fecha quando |
|---|---|---|
| 1 · Dados do cliente | Com quem eu estou falando? | Canal, nome e telefone com 10 dígitos |
| 2 · Veículo e apólice | Qual é o item e o que o contrato cobre? | Item identificado e crítica da apólice decidida |
| 3 · O que aconteceu | Qual é a ocorrência? | Motivo marcado, relato escrito e quem está no local |
| 4 · Serviços do atendimento | O que vai ser acionado e para onde? | Imagem pedida, serviços montados e conferidos |
| 5 · Revisão e abertura | Está tudo certo? | O protocolo é gerado na abertura |
Em qualquer momento a barra inferior diz o que falta e leva ao campo. Ela nomeia o primeiro item pendente com a mesma palavra que está na tela — se o formulário pergunta "o que aconteceu com o veículo", a barra cobra isso, não "tipo de pane".
4A etapa 2, onde o atendimento decide
Ver no protótipoÉ a etapa mais densa e a que mais mudou. Três coisas acontecem aqui: achar o item, ler a cobertura para o cliente, e lidar com o que a base critica.
Não existe botão de confirmar vínculo. O vínculo é derivado: existe quando há cliente, contrato, item e — nos contratos que pedem — um veículo cadastrado por inteiro. Se qualquer um cair, ele se desfaz sozinho.
| Situação da busca | O que confirma o vínculo |
|---|---|
| Um resultado só | A própria busca. Não há o que desambiguar |
| Vários resultados | O clique na linha. Escolher o item é confirmar |
| Contrato com frota | O clique no veículo, depois do filtro por placa |
| Item que pede veículo | O formulário, quando tipo, marca, modelo, ano e placa estiverem válidos |
| Abertura avulsa | Aí sim há um botão — não há item para escolher, há um formulário a terminar |
Assim que o item é encontrado, o card mostra todos os serviços do contrato, com o que resta de cada um. Os que resolvem a ocorrência já marcada vêm primeiro.
Isto é a conferência: a leitura de uma vez, com o cliente na linha. É diferente da consulta, que acontece quando a pergunta volta no meio da conversa e mora atrás do botão Apólice e coberturas, presente em todas as etapas.
5As críticas da apólice
Ver no protótipoQuando a base devolve o item, devolve junto a situação do contrato. Se alguma coisa impede o atendimento, o sistema levanta uma crítica e o atendimento para ali.
| Crítica | Quando aparece |
|---|---|
| Pagamento em atraso | A cobertura está suspensa por falta de pagamento |
| Contrato fora da vigência | A apólice venceu ou ainda não começou a valer |
| Limite de utilizações esgotado | Todos os serviços contratados já foram usados no período |
As três são a mesma coisa do ponto de vista do fluxo. Não existe uma lista de saídas diferentes para cada uma: o sistema avisa, o operador avalia, e ele decide entre dois caminhos.
A crítica tem duas frases, diferentes de propósito. O detalhe é o motivo verdadeiro e fica na tela, para o operador decidir o caminho. O script é a única frase que pode sair pela boca.
| Crítica | O que aparece para o N1 | O que o N1 diz ao cliente |
|---|---|---|
| Pagamento em atraso | 2 parcelas em aberto desde 10/06/2026 · R$ 348,60 | "O senhor está sem liberação no sistema. Vou verificar com a área técnica e retorno." |
| Fora da vigência | A vigência do contrato, por extenso | "Não localizei cobertura vigente para esta placa. Vou verificar e retorno." |
| Limite esgotado | Quais serviços acabaram | "O senhor tinha duas utilizações e já usou as duas. Posso ver uma liberação, ou prefere contratar avulso?" |
6Seguir: a pausa e a liberação comercial
Ver no protótipoO primeiro dos dois caminhos. A assistência é criada com número, fica pausada e entra na fila de liberação comercial. Nada mais é coletado até a resposta.
Ele não escolhe quem decide, não encaminha o pedido e não espera a resposta com o cliente na linha.
| Motivo da liberação | Quando usar |
|---|---|
| Limite de utilizações esgotado | Contrato privado, utilizações acabadas |
| Contrato fora da vigência | A apólice venceu ou ainda não começou a valer |
| Pagamento em atraso | Cobertura suspensa por falta de pagamento |
| Fora do que a condição geral cobre | O caso agrava o risco — o carro atolado na areia da praia |
| Órgão público — fora do edital | O edital do município não prevê, ou não diz, o que está sendo pedido |
| Outro motivo | Combinar com a coordenação o que dizer antes de falar |
Decidido em 18/09, pelo Anderson: a fila de liberação é do gestor, não do analista. Ela não aparece no painel de quem atende.
Isso quem vai estar olhando é o gestor. Isso tem que estar na fila do gestor. É o gestor que vai ter que fazer a gestão do que trava.
Isso derrubou um card do painel do N1 — o "Aguardando liberação comercial" existia ali e saiu. Não é informação do analista: ele não vai atuar nela, e o que ele não vai atuar só ocupa espaço e produz ansiedade.
Quem monitora a fila abre o caso, lê o pedido, liga para quem decide, anexa a evidência e escreve o parecer.
A liberação pode voltar horas depois. Se o analista que pausou já saiu do turno, o atendimento vai para a fila e é atribuído a quem estiver disponível. Por isso tudo o que foi coletado até a pausa fica gravado no caso, e não na cabeça de quem atendeu: quem retoma precisa entender o atendimento sem ter participado dele.
Se não for o horário dele, ele já saiu. Vai ter que ter outro analista que vai assumir a assistência.
7Negar: o cancelamento com motivo
Ver no protótipoO segundo caminho. Negar não é sair da tela nem fechar o navegador: a assistência é cancelada, com motivo escolhido numa lista fechada e o registro do que foi dito ao cliente.
| Motivo do cancelamento | Quando usar |
|---|---|
| Apólice sem cobertura para o caso | A base não autoriza e o cliente não quis o serviço avulso |
| Limite de utilizações esgotado | O contrato acabou e o cliente recusou contratar por fora |
| Cliente vai contratar o serviço avulso | Sai da apólice e entra como venda avulsa, com atendimento próprio |
| Cliente desistiu do atendimento | Resolveu por conta ou não quis seguir |
| Seguro é de outra seguradora | Orientado a procurar quem cobre o veículo |
| Liberação comercial negada | O caso foi avaliado e o aval não veio |
| Outro motivo | Descrever o que aconteceu |
A lista é fechada pelo mesmo motivo da lista de liberação: para a operação conseguir contar. Cancelamento escrito à mão vira "cliente desistiu" em quase todos os casos, e some o dado de quantas apólices vencidas chegam por mês.
8A ocorrência e a imagem
Ver no protótipoCinco motivos, numa pergunta só: pane mecânica, pane elétrica, acidente, colisão e pane seca. Eram quinze chips em duas fileiras; a operação cortou para estes.
| Ocorrência | Imagem | O que pedir |
|---|---|---|
| Colisão | Obrigatória | Dano principal, placa do veículo, local da ocorrência |
| Acidente | Obrigatória | Dano principal, placa do veículo, local da ocorrência |
| Pane mecânica | Opcional | Painel ou motor |
| Pane elétrica | Opcional | Painel ou bateria |
| Pane seca | Não pede | — |
Seis classificações: criança, idoso, condição especial, veículo em risco, risco agravado e geral. O sistema lê o relato e sugere — se o texto diz "tem uma criança no carro", ele sugere criança.
9Os serviços
Ver no protótipoA etapa abre com os serviços que o motivo recomenda, cruzados com as coberturas da apólice. O catálogo completo fica atrás de um link.
O sistema decide a partir da cobertura, do saldo, do limite e do modelo de cobrança, e apresenta o resultado com a explicação. O atendente lê, não escolhe.
| Forma | Quando o sistema aplica |
|---|---|
| Coberto pela apólice | Há cobertura contratada e saldo |
| Coberto até o limite, com excedente | Há cobertura, mas a rota passa do limite de quilometragem |
| Aguardando autorização | Não há cobertura disponível — o caso vai para autorização da área |
| Atendimento particular | Sem cobertura nesta apólice; o cliente paga |
| Faturar ao contrato | Abertura avulsa — conciliação posterior |
| Pré-pago | Carteira pré-paga; segue direto para o N2 acionar |
Quando a rota passa do limite, a tela mostra a conta: os quilômetros da rota, os que a apólice cobre e a diferença.
Um campo só. O atendente cola o que o cliente mandou — endereço escrito, a coordenada do WhatsApp ou um Plus Code — e o sistema entende sozinho qual é. Pedir para ele escolher o formato antes era trabalho à toa.
Quem está com o veículo pode não ser quem ligou. A resposta é dada uma vez, na etapa 3, e todos os serviços herdam. O card mostra quem o prestador vai procurar e oferece o escape para quando, naquele serviço, for outra pessoa.
10A revisão e as três saídas
Ver no protótipoA revisão é a ordem: tudo que foi registrado, na sequência em que foi montado, em blocos numerados. O número serve para apontar — dá para dizer "olha o bloco 3" numa call sem descrever a posição na tela.
| Saída | O que acontece |
|---|---|
| Assistência | Vai para a fila do N2 para acionar o prestador. É o caminho normal, e também o de quem ainda espera foto — nesse caso o status muda sozinho |
| Registro de atendimento | Grava sem acionar prestador. Não vai para o despacho |
| Solicitação de reembolso | O cliente já pagou e quer o dinheiro de volta. Fluxo próprio |
A saída Assistência não fica desabilitada por pendência externa. O atendente sempre segue o mesmo caminho; quem calcula o status é o sistema, e a tela avisa antes do clique com que status a assistência vai nascer.
Cada nó do caminho fica gravado: o que foi perguntado, o que havia como opção, o que foi respondido, quem respondeu, a que horas e o que aquilo causou. Regravar o mesmo nó não cria outro — atualiza e conta a mudança.
Isso serve para o N2 que pega o caso e para quem auditar seis meses depois. A pergunta nunca é "o que foi preenchido", é "quem decidiu isso, e o sistema tinha sugerido outra coisa?"
11Os vinte cenários
Vinte situações que abrem por link direto, cada uma num estado específico. É por aqui que se testa sem refazer o atendimento inteiro — e é por aqui que se discute um caso numa reunião sem descrever a tela em palavras.
Eles existem porque o trabalho vive nos casos que ninguém mapeou. A tela feliz é fácil; o que decide o desenho é o item que está em dois contratos e a frota de cinquenta veículos.
#cena=item-normalCliente VIPContrato público com SLA reduzido. O selo é laranja: atenção, não impedimento — o vermelho é da crítica que trava o atendimento.#cena=vipA mesma placa em dois contratosO sistema não escolhe sozinho. A busca mostra as duas apólices e exige a confirmação antes de qualquer etapa.#cena=duas-apolicesCliente com dois contratosTrês veículos em duas apólices — frota pesada e frota leve. Escolher o contrato é escolher a cobertura.#cena=dois-contratosFrota com 50 veículosLista paginada com filtro por placa. Rolar cinquenta linhas ao telefone não é opção.#cena=frotaPlaca direta dentro da frotaA placa entra sem passar pela lista, mesmo o contrato tendo cinquenta itens.#cena=placa-na-frotaProduto sem veículoBateria instalada em casa. O item não tem placa, e a tela pede o veículo onde ela está.#cena=sem-veiculoContrato para qualquer veículoAssociação sem item cadastrado. O veículo entra na hora, no próprio atendimento.#cena=qualquer-veiculoPlaca fora da baseA apólice ainda está em emissão. Nasce a abertura avulsa, vinculada à seguradora para poder ser faturada depois.#cena=fora-da-base#cena=apolice-suspensaCobertura quase esgotadaResta uma utilização de seis. O saldo aparece antes de o serviço ser montado.#cena=quase-esgotadaExcedente de quilometragemO sistema faz a conta e mostra: utilizações, limite, rota e quanto passou. O atendente registra a ciência do cliente; ele não negocia.#cena=excedenteOcorrência que exige fotoColisão pede três tomadas. A obrigação é o link ter saído, não a imagem ter chegado — o cliente está na chuva.#cena=foto-obrigatoriaAtendimento pausado na liberaçãoA base critica a apólice, o operador decide seguir com aval e o atendimento para ali — com número, na fila, e sem coletar mais nada.#cena=liberacaoA crítica da apólice e as duas saídasPagamento em atraso vira crítica na consulta do item. O operador só tem dois caminhos: seguir com validação comercial, ou cancelar com motivo.#cena=criticaAssistência cancelada com motivoNegar não é sair da tela: cancela a assistência, com o motivo escolhido numa lista fechada e o registro do que foi dito ao cliente.#cena=cancelada#cena=pendencia-fotoA revisão completaA ordem do atendimento em blocos numerados. Bloco sem conteúdo não aparece — a ausência é informação.#cena=revisaoAberto depois das 14hO carro pode dormir na base do prestador. O aviso aparece com o cliente ainda na linha, não depois pelo prestador.#cena=aviso-14hLigação sem atendimentoA pessoa ligou na seguradora errada. Não há o que acionar, mas há registro — é o que prova que ela não foi ignorada.#cena=informativa12O que ainda não foi decidido
Isto não é uma lista de melhorias. São decisões que não são de design e que alguém precisa tomar antes ou durante o desenvolvimento. Cada uma tem a pergunta exata e de quem é a decisão.
A lista existe para o que não foi decidido não virar culpa de ninguém depois. Quando o desenvolvimento esbarrar num destes pontos, a resposta é "está aqui, esperando negócio decidir" — não "o design não pensou nisso".
Fica uma lista de to-do aí pra gente ir validando. Até para a gente não esquecer as coisas que precisa validar, porque depois passa para o N2, esqueceu um monte de coisa no N1 e ninguém anotou.
- Onde vive a fila de liberação. É do gestor, não do analista — o Anderson fechou na reunião. Já aplicado: o card saiu do painel do N1 e a seção 6 descreve a fila do gestor. O que continua aberto é a tela dessa fila, que virou escopo próprio (seção 13).
- Quanto disso acontece. Cerca de 1,5% dos casos precisam de aprovação. Não muda a regra, muda a prioridade: o caminho crítico precisa existir e não precisa ser otimizado.
Quem pode autorizar uma liberação comercial, por tipo de motivo e por cliente? Hoje o protótipo grava "Coordenação" porque a lista real não existe.
Sem isso, a fila de liberação não sabe para quem encaminhar.
Ficou decidido que a fila de liberação é do gestor. Quem é: o sênior da célula do N1, a coordenação, ou os dois com visões diferentes? E de quem é a fila fora do horário comercial?
A assistência é 24h e a decisão comercial não é. Sem isso, o pausado da madrugada não tem dono.
A Lais levantou: para atender uma ligação de retorno, o analista precisa consultar assistências que não são dele. O Anderson respondeu que ver tudo confunde. A saída discutida foi separar a produtividade dele da consulta ao sistema — falta desenhar.
Define o que entra no painel do analista e o que fica só na busca.
Condições gerais e editais. Sem isso, os motivos "fora da condição geral" e "fora do edital" dependem da memória do atendente e de um telefonema para o Carlinhos ou a Deise.
Ficou fora da V1. O Eduardo apontou o caminho: o checklist da licitação já tem o edital estruturado no sistema — falta a seguradora mandar acoplado à apólice.
O rateio da seguradora exige número de sinistro. Sem apólice não há sinistro. Como a avulsa é faturada?
Hoje sai como pagamento administrativo, "o que não deveria acontecer". Reunião separada.
Quais perguntas do checklist de cada serviço são obrigatórias? O Anderson levantou o risco do analista pular tudo para bater SLA.
Define o que trava a conferência do serviço.
"Criança", "idoso", "rodovia". A lista veio do meu entendimento, não da operação.
É o tipo de coisa que só quem atende sabe. Precisa de validação antes de subir.
O Anderson acha que o item nem deveria vir. A Ranieli quer que venha, para o N1 não abrir avulsa à toa. Ficou "vem, com script diferente" — falta fechar.
Muda o que a integração entrega.
13O que vem depois
A reunião de 18/09 abriu duas telas novas e um mecanismo. Nenhum dos três está desenhado — estão aqui para ficarem registrados enquanto ainda são fáceis de mudar, e para ninguém confundir com o que já está de pé.
O painel de quem atende, vinculado ao login. Não é a fila de entrada que já existe: é o que o analista precisa saber sobre o próprio dia enquanto trabalha.
- O dia dele. Quantos atendimentos abriu hoje, se está dentro ou fora da meta diária, e o que a monitoria já apontou.
- Só o que é dele. O que ele não vai atuar não entra — foi por isso que a liberação comercial saiu daqui.
- O que ele não conseguiu fechar sai da mão dele. Vai para a fila de quem faz gestão: o sênior da célula ou a coordenação.
Eu estou fazendo um cockpit do analista. Ele está trabalhando e tendo uma informação dele, vinculada ao login dele, com os dados que ele precisa olhar. Tudo o que ele não conseguiu fazer vai para uma outra fila que alguém vai fazer gestão.
Aberto aqui: a Lais lembrou que ele precisa consultar assistências que não são dele para atender uma ligação de retorno. Isso está na lista da seção 12, porque decide o que é painel e o que é busca.
O kanban que o Anderson mostrou não é a tela do N2 — foi a primeira coisa que ele corrigiu. É um painel de controle que consolida as filas críticas das três células e mostra onde a operação está travando.
| O que o painel mostra | Exemplo |
|---|---|
| Fila travada no N1 | Não avançou o atendimento — aguardando liberação comercial, aguardando foto |
| Fila travada no N2 | O prestador não foi, tem excedente esperando resposta |
| Fila travada no N3 | O guincho quebrou no caminho, o agendamento precisa de interação |
Quem olha: o sênior de cada célula vê as pendências da célula dele; a coordenação vê tudo e remaneja gente entre células quando uma fila sobe. A operação tem cerca de 20 pessoas em 3 células, com um sênior na ponta de cada uma.
- A cor é o prazo. Verde dentro do SLA, laranja para estourar, vermelho estourou ou é crítico. A cor do card inteiro, para ler de longe.
- O ícone é o motivo. Aguardando foto, aguardando liberação comercial, aguardando prestador. Motivo e urgência são duas perguntas diferentes e não podem dividir o mesmo canal.
Essa separação não é preciosismo: o painel vai para as TVs da operação. Se cor e motivo estiverem misturados, de longe não se lê nem um nem outro.
A ideia é pegar isso e colocar nas TVs aqui na operação. Bato o olho na TV, sei que tem cards vencendo, e a gente consegue atuar mais rápido.
Hoje o analista do N2 escolhe a assistência que vai pegar. O Anderson quer o contrário: o que o N1 abre cai num balde e um distribuidor entrega para quem está logado na célula.
Ele não vai poder ir lá e buscar igual a gente faz hoje, pega um, pega outro, não. Vai ter que ter um distribuidor que vai jogando conforme vai entrando.
- Status de disponibilidade. Para distribuir é preciso saber quem está livre: em atendimento e disponível precisam ser visíveis, no analista e para quem atribui.
- Quem volta não é quem saiu. Atendimento que foi e voltou não retorna para o mesmo analista — vale para a liberação comercial e vale aqui.
O motor é do desenvolvimento. O que é meu: a tela precisa deixar claro que a assistência chegou para o analista, e não que ele a escolheu. São duas sensações diferentes de trabalho e o desenho muda.
- Teste de usabilidade do N1, com a Lais reservando operadores e eu observando sem conduzir — para ver onde clicam primeiro.
- Listagem de scripts, o que o atendente diz em cada situação.
- Layout do N2, aproveitando o padrão de cards que já existe no sistema.
14Como testar
O protótipo é um arquivo HTML só, sem servidor. Abre no navegador e funciona offline — os ícones caem para um desenho local quando não há internet.
| Caminho | O que conferir |
|---|---|
| Atendimento comum | Busca, vínculo automático, ocorrência, um serviço, revisão e abertura |
| Crítica → pausa → retomada | A etapa 3 não abre pausado. Liberar sem evidência não funciona. Depois de liberar, retoma de onde parou |
| Crítica → cancelamento | Motivo da lista, registro obrigatório, e dá para desfazer |
| Foto obrigatória | Colisão trava até o link sair. A imagem chegando depois não impede a abertura |
| Excedente | A conta aparece e o serviço não é conferido sem a ciência registrada |
| Urgência sugerida | O relato com "criança" sugere, e a sugestão vira pendência até alguém confirmar |
| Frota | Cinquenta veículos, filtro por placa, paginação |
| Avulsa | Placa fora da base abre o formulário e o botão de confirmar existe ali |
Cada regra deste documento tem um teste que clica a tela de verdade — não chama a função por dentro. Um teste que chama a função direto passa mesmo depois que o botão sumiu da tela.
| O que é conferido | Checagens |
|---|---|
| O protótipo, em cinco arquivos | 212 |
| Os vinte cenários, abrindo no estado que prometem | 101 |
| Cada afirmação deste documento, contra a tela do protótipo | 101 |
| Este documento, clicado — links, busca, prints, acessibilidade | 89 |
| A pasta publicada, servida e clicada link a link | 44 |
15O sistema visual
Nada aqui é biblioteca nova. A tipografia é a Ubuntu da marca, os ícones são os do arquivo de iconografia do sistema, e as cores saem dos tokens que já existiam.
| Cor | O que ela quer dizer |
|---|---|
| Azul | A ação principal e o que está selecionado |
| Vermelho | A crítica — o que impede o atendimento de seguir. Só isso |
| Laranja | Atenção: VIP, prazo apertado, o que falta preencher |
| Verde | Concluído e conferido |
16O que vai junto
prototipo.htmlA regra de negócio por extensoCada regra com o que ela decide, as tabelas de motivos e os prints. É o documento para comentar e devolver.regra-de-negocio.docxOs vinte cenáriosÍndice navegável. Cada cartão abre o protótipo já no estado descrito.cenarios.htmlO sistema visualTokens, tipografia, espaçamento e componentes renderizados do código do protótipo.styleguide.htmlO documento de regra de negócio é o lugar. Ele está em Word de propósito: dá para comentar no parágrafo e devolver. O que eu preciso é o formato que o Anderson propôs na reunião — "se chegar nesse cenário, o que a operação vai fazer" — caso a caso.
Se a dúvida for de tela e não de regra, o protótipo é melhor: abra o cenário e me diga o que está errado nele.